5 erros em Google Ads que custam dinheiro (e como corrigi-los)
Depois de auditar dezenas de contas Google Ads, os mesmos padrões aparecem. Erros simples com impacto grande — e soluções accionáveis.
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A boa notícia sobre gerir mal uma conta Google Ads é que a má gestão costuma ser corrigível. O dinheiro desperdiçado pode voltar — basta identificar onde está a fugir.
Abaixo ficam os 5 erros mais comuns que encontramos quando auditamos contas novas. Se identifica 2 ou mais, vale a pena considerar uma revisão profissional.
1. Keywords genéricas em broad match
"Sapatos", "consultoria", "advogado" — palavras-chave sem qualificador, em correspondência alargada, a sangrar budget para pesquisas irrelevantes.
Porquê acontece: o próprio Google sugere, através do auto-applied recommendations. Aceita-se sem pensar, e semanas depois a conta tem 200 keywords que nunca ninguém escolheu.
Como corrigir:
- Desactive "auto-apply recommendations" (Settings → Account-level preferences)
- Reveja o search terms report das últimas 4 semanas
- Adicione como negativas tudo o que não seja intenção clara de conversão
- Use mais phrase match e menos broad — pelo menos até ter dados suficientes
2. Landing page == homepage
O anúncio fala de "consultoria fiscal para freelancers" e leva para a homepage genérica da empresa. O utilizador tem de procurar, scrollar, e provavelmente sai.
Impacto real: landing pages dedicadas tipicamente convertem 2-5× mais do que homepages. Num cliente nosso, trocámos homepage por landing dedicada e a conversão saltou de 2.1% para 9.4%.
Como corrigir:
- Uma landing page por serviço principal
- Headline que espelha o anúncio (copy parity)
- Um único CTA, sem menus ou distracções
- Testimonial local se possível
3. Não separar campanhas de marca e não-marca
Alguém pesquisa "XYZ Empresa" e cai num anúncio a competir consigo próprio. Paga caro pela própria marca, e mistura dados que deviam estar separados.
Porquê importa: o CPC de marca é baixíssimo (frequentemente abaixo de 0,30€) e a conversão é altíssima (acima de 30%). Se misturar com campanhas genéricas de captação, nunca vai ver os números reais de cada.
Como corrigir:
- Campanha "Brand" separada com keywords da sua marca
- Campanhas "Generic" para palavras-chave de categoria
- Métricas analisadas em separado — o ROAS de cada conta história diferente
4. Ignorar o match type "close variant"
Desde 2021, exact match já não é exact match. O Google inclui "close variants" — erros ortográficos, sinónimos, plurais, e interpretações semânticas.
Consequência: uma keyword "[advogado lisboa]" pode estar a disparar para "escritório de advocacia lisboa", "procurador lisboa", ou coisas mais distantes.
Como corrigir:
- Search terms report semanal, obrigatório
- Adicionar negativas agressivamente
- Considerar scripts que alertam quando surgem termos muito fora do esperado
5. Otimizar só por clicks ou CPC
O dashboard mostra CTR alto e CPC baixo, e a campanha "parece estar bem". Mas não converte.
Problema: optimizar para top-of-funnel ignora o funil. Um CTR de 8% é óptimo se converter 3%. É lixo se converter 0.2%.
Como corrigir:
- Importar conversões offline sempre que possível
- Usar Maximize Conversions ou Target CPA assim que tiver mais de 30 conversões/mês
- Medir ROAS real, não apenas atribuído pelo Google
- Instalar enhanced conversions para melhor sinal
Bónus: o erro mais caro — não rever a conta durante meses
Google Ads precisa de atenção. Não é "set and forget". Uma conta sem revisão em 3 meses pode estar a desperdiçar 30-50% do budget sem que ninguém note.
A regra que damos aos nossos clientes: 15 minutos por semana, no mínimo. Olhar search terms, negativas, e performance por campanha. Se não tiver tempo, vale a pena delegar — uma gestão profissional paga-se na poupança que gera.
